CAPITULO 3 - MEU DIÁRIO VIRTUAL


3 – EU NÃO SOU LOUCA

Alex e eu estávamos nos perguntando como iríamos achar meus pais, se nós não sabíamos nada deles, onde eles estavam. Podem estar em qualquer lugar de Los Angeles, ou pior, do mundo.
- Eu posso contratar um detetive pra procurar seus pais. – disse Alex.
- E onde nós vamos achar um detetive? – perguntou Anita.
- Eu conheço um. – respondeu Alex.
Alex me apresentou ao detetive chamado Zachary.
- Bom dia, você deve ser a garota, que está procurando os pais, não é? – perguntou Zachary.
- Sim, sou eu. Chamo-me Anita. – respondeu Anita.
- Prazer em conhecê-la. – disse Zachary. – Para achar seus pais eu tenho que saber seu sobrenome, eu preciso saber tudo que seja necessário na procura.
- Bom, meu sobrenome é Bitten, Anita Bitten. – disse Anita.
- Só sabe isso? – perguntou Zachary.
- Somente isso. – respondeu Anita. – Isso é necessário para a procura? – perguntou.
- Bom, é sim. Mas, deveria ter mais coisas, que acelerasse a procura. Só essa informação pode demorar um pouco. – respondeu Zachary.
- E quando você vai começar a procurar? – perguntou Anita.
- Agora mesmo. – respondeu Zachary. – Dá licença, quando eu tiver notícias, eu avisarei.
- Claro! – disse Anita.
O detetive Zachary estava procurando meus pais, ele olhava em sites, em arquivos, absolutamente tudo. Ele procurava que nem louco. Também pelo preço que Alex estava pagando a ele.
Foi se passando os dias, as semanas, e ainda não tinha achado absolutamente nada. Será que meus pais sumiram no mundo? Eu quero tanto saber de quem eu sou filha, eu vou descobrir.
***

- O detetive descobriu alguma coisa, Anita? – perguntou Alex.
- Ainda nada. – respondeu Anita.
- Tenha calma Anita, vamos achar. – disse Alex.
- Está demorando tanto pra achar. – disse Anita.
- É assim mesmo, ele também tem poucas informações, quase nada. – disse Alex.
Passou-se mais algumas semanas, e nada dos meus pais, eu já estava ficando impaciente. Onde estão meus pais?
O detetive me telefonou, dizendo que queria dizer as informações pessoalmente. Eu fui até o local combinado.
- O que você descobriu? – perguntou Anita.
- Eu achei seus pais. – respondeu Zachary.
- E onde eles estão? – perguntou Anita.
- Olha, esse é a localização atual deles, eles vivem se mudando de localização, ainda não tenho certeza o porquê. Mas, eles estão em Roma, Itália. – respondeu Zachary.
- E você tem algum palpite o porquê eles mudam de localização? – perguntou Anita.
- Acho que eles são vendedores de drogas. – respondeu Zachary.
- Ok. – disse Anita.
- Se eu souber mais alguma coisa, eu te aviso. – disse Zachary.
- Ok. – disse Anita.
Não dá pra acreditar que eles tem suspeita que vendem drogas, mas eu tenho que achá-los. Mas, como eu vou para Roma? Eu não tenho dinheiro, o melhor que eu tenho a fazer, é esperar, o dinheiro vai vir.
Passou um mês, e nada do dinheiro. De repente, passou uma reportagem em um jornal, que um homem e uma mulher, tinham sido baleados por um bando de traficantes, e que eles vendiam drogas. Um pouco depois, o detetive me liga dizendo que meus pais estão mortos, que eles foram baleados por um bando de traficantes, e eu deduzi que a reportagem do jornal, em que um homem e uma mulher morreram, era os meus pais. É isso aí. Eles morreram e eu não os conheci. Eu odeio minha vida. Por que eu nasci? Eu queria nunca ter nascido. Foi por isso que meus pais nunca me quiseram. Mesmo se não foi por isso, eu vou pensar que seja, porque agora eu nunca vou saber.
Neste momento, eu só queria andar, sem rumo, sem ter para onde ir. Só andar. Eu estava andando com tanta pressa pela rua, que eu nem ligava para aquela rua cheia. Mas, eu estava tão distraída, que não vi o carro que se aproximava. E derrubou-me, eu fiquei lá no meio da rua, desmaiada. O Alex viu que tinha umas pessoas paradas na rua e foi ver o que era, quando ele chegou, ele me viu lá desmaiada e me levou ao hospital. Eu fiquei horas desmaiada no hospital. Depois desse tempo, eu abri os olhos, e vi que estava no hospital, não conseguia me levantar, eu estava muito fraca. Os médicos entraram no quarto do hospital, e viram que eu estava acordada.
- Já está melhor? – perguntou o médico.
- Minha cabeça está doendo, e meu corpo também. – respondeu Anita. – Eu quero sair daqui agora. – alterando-se.
- Fique calma. – disse o médico, tentando acalmá-la.
- Eu não quero ficar calma, só quero sair daqui. – disse Anita, completamente alterada.
- Se você não ficar calma, você vai passar mal, você está muito fraca. – disse o médico.
- E o que eu tenho? – perguntou Anita, ainda alterada.
- Ainda não acabamos os exames, mas, é suspeita de esquizofrenia. – disse o médico.
- Esquizofrenia? – perguntou Anita, surpresa. – Você está querendo dizer que eu sou louca? – completou. – Eu não sou louca, eu não sou louca, eu não louca. – disse Anita, gritando, sem conseguir se controlar.
O médico chamou os outros médicos, para me examinar. Mas, eu não sou louca, não sou.
- Acabamos todos os exames, e a diagnosticamos como esquizofrênica. – disse um dos médicos.
Os médicos começaram conversar entre si. Eu não deveria ter nascido, eu sou uma inútil, uma porcaria. De repente eu peguei uma seringa infectada, sem os médicos perceberem, eu queria me matar.
- Eu não sou louca, eu não sou louca, eu não sou louca. – disse Anita, muito alterada.
Os médicos se assustaram. Eu repetia muitas vezes que eu não era louca.
- Me dê Anita. – disse um dos médicos.
- Eu não sou louca! – disse Anita.
- Vamos cuidar muito bem de você, pode confiar em nós. – disse um dos médicos.
- Promete? – perguntou Anita.
- Sim. – respondeu um dos médicos.
Eu devolvi a seringa, mas não acreditei na palavra dele, porque eu não sou louca. Lembra no começo desse diário virtual? Que eu disse que eu não era neurótica? Eu ainda estou dizendo que eu não sou neurótica. Eu não sou louca.
Eu passei meses naquele hospital idiota, e em certo dia, eu tive uma ideia: eu vou fugir daqui. Não quero ficar mais aqui. Já era noite. A porta estava trancada, mas eu passei pela ventilação. É claro que eu tirei aquela roupa ridícula do hospital e voltei para minha roupa normal, demorou, mas eu consegui sair daquele hospital.
No dia seguinte, tinha aparecido no jornal que uma garota tinha fugido do hospital ou desaparecido. E tinham dito que o pessoal do hospital disse que iam me procurar. Eu tinha que me esconder e rápido. Eu estava na rua, e a polícia que tinha sido chamada pelo hospital, me vira. E começaram a correr atrás de mim. Eu corri tanto, como eu nunca tinha corrido na minha vida inteira. E de repente eu esbarrei em um homem, era o Hernando, aquele que tinha enganado o Alex.
- Ei, você não é aquela garota que fugiu do hospital e namorada daquele trouxa que eu tive o prazer de enganá-lo? – perguntou Hernando.
- É! Mas, eu não posso conversar agora, eu não vou voltar para aquele hospital. – respondeu Anita.
- Eu posso te ajudar, eu tenho um esconderijo, que ninguém pensaria em procurar. – disse Hernando.
- Leva-me até lá. – disse Anita.
- Vamos nessa! – disse Hernando.
Hernando me levou até lá, eu vi um grupo de pessoas lá.
- Muito obrigada por me deixar ficar aqui. – disse Anita.
- Mas, com uma condição. – disse Hernando.
- Qual? – perguntou Anita.
- Que você faça parte do nosso grupo. – respondeu Hernando.
- Tá bem. – disse Anita. – Mas, o que vocês fazem? – perguntou.
- Bolamos um jeito de arranjar dinheiro. – respondeu Hernando.
Eu não sabia se estava fazendo o certo ou o errado, eu só queria me esconder, é claro que não podia confiar no Alex, ele me entregaria e diria que é para meu bem.
- O que você fez? – perguntou um garoto.
- Eu fugi do hospital. – respondeu Anita.
- E por quê? – perguntou o garoto.
- Eles pensam que eu sou esquizofrênica, mas eu não sou. – respondeu Anita.
- Pra mim, você é perfeita. – disse o garoto. – Meu nome é Justin. – apresentou-se.
- Eu sou Anita, prazer em conhecê-lo. – disse Anita.
- Hospital é horrível mesmo, né? – disse Justin.
- Nem me diga, eles estão tentando me fazer de louca. – disse Anita. – Eu não posso confiar no Alex, porque aposto que ele me entregaria, e depois falaria que é para o meu próprio bem. – completou.
- Quem é Alex? – perguntou Justin.
- Meu namorado. – respondeu Anita.
- Olha, só sei que se eu fosse seu namorado, eu ficaria do seu lado até o final. – disse Justin.
- E também faz um tempo que eu não vejo o Alex, ele e eu nunca namoramos assim pra valer, eu acho que nosso relacionamento era estritamente profissional. – disse Anita. – E eu pensei que ele era o amor da minha vida. Às vezes o coração pode enganar e muito, muito mesmo. – completou.
- Posso fazer uma coisa? – perguntou Justin.
- Claro! Mas, o quê? – perguntou Anita.
Justin foi se aproximando de mim, até que nós nos beijamos. Agora eu sei que o Alex não significou nada para mim, ele só foi uma paixonite, que acabou, pra sempre. E agora eu quero ficar com o Justin.

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